Toda segunda e terça-feira me sento para revisar o artigo que vai ao ar às quartas na Revista Entre Poetas e Poesias.

Um ritual que propositalmente criei para não faltar com meu compromisso de postar com constância. Muito pouco me foi exigido quanto a isso e o intervalo poderia ser até maior que o que tenho praticado. 

Este cenário foi montado pouco antes de receber o convite para a Revista. O objetivo era escrever meus livros, na presença de algumas das minhas inspirações.

No entanto, por natureza, minha dedicação sempre vai além quando a serviço dos outros. Uma parte de mim adora servir, se conectar, ajudar. Outra parte é bem rígida e só entra na batalha quando sabe que sairá bem-feito! 

Elas viviam brigando entre si, pois não sabiam como conciliar aquilo em que era muito boa com a utilidade para o próximo.

Até no meu trabalho convencional, que quase nada tem a ver com arte, mas que está relacionado até à medula com todo o processo que envolve a criação de uma obra, a divulgação, a venda e principalmente a experiência do cliente ao ter contato com algo que produzimos (seja um projeto, um processo de negócio, um livro, ou uma coluna na revista).

Em tudo isso sou muito boa e não me faço de rogada! Mas estava condicionando o valor ou utilidade do meu trabalho a meras impressões, alguns fatos expressos e atestados pela linguagem silenciosa dos ambientes, mas pouco relevante ou a falta de feedback positivo.

É como estar em pleno baile funk reclamando do barulho. Qual o custo de sair? Se estamos amarrados, ou se está acontecendo à nossa revelia em frente à nossa casa e não temos como mudar de lá, ainda nos restam algumas alternativas.

Contudo, o ambiente não é capaz de moldar nosso valor. Se for questão de tempo sair, estejamos de malas prontas e sapatos nos pés esperando a oportunidade. Até lá, sempre teremos um porto seguro para nos refugiar, em que o valor implícito vai coincidir com o valor percebido por quem consome.

Por isso amo escrever! É o que Deus confiou a mim. Assim como um vasto conhecimento sobre o ser humano que tenho aprendido. Aos poucos estou encontrando meu lugar!