𝙰𝚜 𝚏𝚕𝚘𝚛𝚎𝚜 𝚜ã𝚘 𝚜𝚎𝚖𝚙𝚛𝚎 𝚋𝚎𝚕𝚊𝚜 𝚙𝚘𝚛𝚚𝚞𝚎 𝚜ã𝚘 𝚒𝚛𝚛𝚊𝚌𝚒𝚘𝚗𝚊𝚒𝚜…
𝙾 𝚌𝚘𝚛𝚙𝚘 𝚛𝚎𝚏𝚕𝚎𝚝𝚎 𝚘𝚜 𝚗𝚘𝚜𝚜𝚘𝚜 𝚙𝚎𝚗𝚜𝚊𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘𝚜.
Aprender poesia foi um grande refúgio quando eu precisava dar ritmo, ou descanso para meus pensamentos. Muitos diziam que minhas poesias eram tristes. Elas me retratavam melhor que fotografias, onde eu estava quase sempre sorrindo.
Poesias tem pausas. Descobri que elas têm o mesmo efeito da respiração para quebrar o estado das coisas; sair de uma tristeza imensa, do medo e oxigenar o cérebro. Minhas poesias não me davam limites. Ao contrário, elas me davam asas. Elas me diziam “𝚗ã𝚘 𝚙𝚎𝚗𝚜𝚎, 𝚕𝚊𝚙𝚒𝚍𝚎 𝚘𝚜 𝚟𝚎𝚛𝚜𝚘𝚜 𝚍𝚎𝚙𝚘𝚒𝚜; 𝚊𝚙𝚎𝚗𝚊𝚜 𝚎𝚜𝚌𝚛𝚎𝚟𝚊”. .
E assim eu segui, guardando uma palavra aqui, uma ideia ali, uma frase, às vezes um verso, e num certo dia saía o poema inteiro. Bom ou ruim, não importava. Tenho poesias que me encantam e tenho muitas coisas bobas, mas que guardam a memória daquele momento.
Há poucos meses, reencontrei-me com os velhos conselhos das minhas poesias. Eles me reencontraram desprevenida. Há muitos horizontes que a menina poetisa jamais imaginou e outros tantos que ela já tinha previsto, mesmo que fosse apenas um instante imaginado. Nem sei onde tudo vai dar. Só me resta calar os pensamentos e me deixar levar!