Às vezes me sinto a Kara Danvers, álter ego da Super Girl. Com a diferença que minhas duas versões tem o mesmo nome, e nenhuma delas é uma heroína…
Me surpreendo sempre que alguém me conhece por aí, em especial no dia a dia do trabalho (que não é uma redação de revista!).
Basta me adicionar nas redes sociais e pronto: descobrem minha identidade nada secreta!
Assim como os heróis, eu não poderia viver de salvar a humanidade, ninguém me sustentaria, mesmo que eu voasse por aí de minissaia e bota coturno.
Escrever e ler é curar alguém. Começando pelo próprio autor. Mas viver da carreira de escritora é uma projeto que requer vida dupla…
Quem só conhece a escritora imagina que eu ando por aí com meu livro na mão fazendo propaganda (deveria, né?).
Mas só de pensar me sinto como o super-homem que usa a cueca por cima da calça e uma capa vermelha para enfartar qualquer técnico da segurança do trabalho!
Não que seja um demérito ser escritora, ou que eu me envergonhe. EU AMO ESCREVER!
Eu escrevo desde quando eu só existia offline. Aquela história que muitos já sabem! (Se não sabe, vai seguindo, que vira e mexe eu conto).
Ser uma autora publicada, divide opiniões. Tenho dois públicos distintos, e sinto que um deles só conseguirei atingir de forma positiva quando eu der um passo adiante na minha vida pessoal. Que foi minha prioridade em 2021.
Certa vez disseram que as redes sociais são como a sala de estar da nossa casa. Deixamos entrar e ficar enquanto são bem-vindos, mas nem todos podem entrar nos quartos, e a porta sempre será a serventia da casa, se não se comportarem.
Na “vida real” por via das dúvidas, eu só revelo minha identidade quando me sinto segura. Preservo o meu melhor para quem traz confiança. Há certas pessoas e lugares que não dá para dar block ou unfollow, é preciso ter cuidado… não se sabe quem anda com kryptonita!