Polarização é o assunto político do momento, uns defendem um lado em detrimento do outro, alguns preferem o caminho do meio, o centrão. Uma pitada de cada coisa seria o ideal.
Mas será possível unir os dois polos de alguma forma intencional, ou seria apenas uma posição mais confortável para não soar tão radical?
Não sou especialista em política, mas sou estudante da mente humana e sei que existem outros dois polos que de algum modo explicam tanto som e fúria causado por competições políticas: os hemisférios cerebrais.
A linguagem verbal (tudo que falamos verbalmente) é processada pelo cérebro esquerdo. Demais linguagens usam o cérebro direito.
O lado esquerdo é considerado racional, e o direito o emocional. O funcionamento ideal do cérebro conecta os dois lados.
Um maestro invisível
Apesar do cérebro ser uma orquestra, não somos o maestro que controla conscientemente a manifestação das duas linguagens.
Tanto que é possível captar por outras linguagens corporais que o que está sendo verbalizado não é exatamente uma verdade absoluta.
Nos anos 60, três estudiosos descobriram ao realizar uma cirurgia de calosotomia para aplacar sintomas de Epilepsia num paciente, que ao dividir os hemisférios do cérebro, criou-se o que parecia ser duas consciências independentes.
Roger Sperry ganhador de um prêmio Nobel concluiu que “o que é experimentado no hemisfério direito parece estar totalmente fora do âmbito do que é experimentado pelo hemisfério esquerdo”.
A vontade consciente existe a partir da união de informações dos dois hemisférios, que por sua vez são controladas fisicamente pelo corpo caloso (que é o órgão que sofre ação direta na calosotomia).
Quando a comunicação entre os dois lados do cérebro se divide, as informações racionais e emocionais dissociadas perdem a consciência uma da outra.
Apesar disso, mesmo o cérebro direito sendo emocional ele é inteligente, capaz de perceber, analisar, lembrar, realizar raciocínios complexos, interpretar emoções e expressá-las criativamente.
Só não é capaz de verbalizar isso, nem conectar as informações ao que ocorre na mesma situação e está sendo captada pelo cérebro esquerdo.
Divertida Mente

Resumindo, não somos capazes de controlar o que ocorre no nosso próprio cérebro, quanto mais no espectro político da oposição (seja você de direita, esquerda, ou afirmar ser do centrão)!
Apesar disso, a menos que um dia você tenha que se sujeitar a uma cirurgia de calosotomia, seu cérebro está programado, por quem o criou assim, a conectar o que precisa ser conectado dentro de você.
E na política do mundo, que já passou por diversos sistemas (ei! o mundo nem sempre foi “estadodemocráticodedireito”) as coisas também correm como devem correr.
Uma intervenção radical pode até dispersar os polos, e fazer com que um não reconheça o outro, embora continuem sendo parte do todo, mas isso não muda a realidade das coisas.
O que podemos fazer é entender que razões e emoções é mais que um nome de música. O lado esquerdo (racional e verbal) é tão necessário quanto o direito (emocional e não verbal).
Nem toda justificativa verbalizada tem fundamento racional, e o corpo grita essa verdade.
No fundo, o que vemos são duas faces de um lado emocional hiper estimulado criando razões, muitas vezes artificiais, por completa falta de condições de interpretar e relacionar tantas informações que hoje temos disponíveis.
Consciência e Controle
Quanto mais conectados à internet e desconectados de nós mesmos, na nossa saúde física e mental, quanto mais inconscientes do papel dos hormônios e o quanto excessos de estímulos nos aprisionam num estado de humor doentio…
Quanto mais cansados mentalmente e percebendo a vida sem sentido… mais seremos cooptados por causas, partidos, movimentos, seitas, ou mesmo famílias disfuncionais.
“Deixe sua casa em perfeita ordem antes de criticar o mundo“, disse Jordan B. Peterson. E concordo com ele.
Serviremos melhor às causas, ou de repente nem sentiremos necessidade delas, se não for mais necessário nos distrairmos de nossas próprias misérias, se não nos sentirmos mais tão incapazes de fazer o que nos cabe em território doméstico…
E pior: por responsabilidade própria!
Corpo e mente são uma coisa só. É responsabilidade nossa saber quem somos, o que acontece dentro de nós, no nosso corpo, no nosso sangue, nos nossos órgãos (inclusive o cérebro) e na nossa mente.
Há como controlar nossos sentimentos e atitudes, ainda que não saibamos como o cérebro reúne todos os ingredientes. Podemos conhecer quem são os mestres cuca que habitam nossa mente.
Disfunções internas nos afetam muito mais que governamentais, ou pode produzir efeitos piores quando um desmando externo encontrar um terreno baldio sem cuidados dentro de si mesmo.
A vida é feita de escolhas!
Quer saber mais quem você é, e como pode se sentir mais equilibrado em meio a tanta polarização dentro da sua cabeça? Marque sua análise corporal comigo!
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